Executivos do Banco Master citavam relação com Gilmar Mendes para pagamentos
Mensagens apreendidas pela PF indicam que executivos do Banco Master usavam o nome de Gilmar Mendes para justificar pagamentos milionários a advogada.
Pontos principais
- Executivos do Banco Master tratavam a advogada Dalide Corrêa como 'sócia de Gilmar' Mendes em mensagens internas.
- A advogada recebeu R$ 33 milhões do banco por serviços relacionados a processos de precatórios.
- O ministro Gilmar Mendes e a advogada Dalide Corrêa negam qualquer irregularidade ou sociedade entre eles.
- O ministro afirmou ter votado contra os interesses do Banco Master em casos do setor sucroalcooleiro.
- Não há provas de envolvimento de André Esteves ou do BTG Pactual nas operações citadas nas mensagens.
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, executivo do Banco Master, revelam que a instituição utilizava o nome do ministro Gilmar Mendes para justificar pagamentos milionários à advogada Dalide Corrêa. A profissional, que já foi diretora do IDP, recebeu R$ 33 milhões por sua atuação em processos de precatórios, ativos que representavam quase metade da carteira do banco em 2024. Os diálogos sugerem que a menção ao ministro servia como estratégia para acelerar liberações de recursos e pressionar por prioridade interna.
Em resposta às revelações, tanto o ministro Gilmar Mendes quanto Dalide Corrêa negaram a existência de qualquer vínculo societário ou irregularidade nas operações. O magistrado destacou que, em sua atuação no Supremo Tribunal Federal, chegou a proferir votos contrários aos interesses do Banco Master em litígios do setor sucroalcooleiro. Até o momento, as investigações da Polícia Federal não apontaram evidências de participação de André Esteves ou do BTG Pactual nas transações mencionadas pelos executivos.
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