Fóruns na deep web negociam fintechs para o crime organizado
Estruturas de fintechs prontas para uso são comercializadas na deep web por até R$ 2 milhões para facilitar fraudes e lavagem de dinheiro.
Pontos principais
- Fóruns na deep web vendem fintechs completas com CNPJ e chaves Pix por até R$ 2 milhões.
- O uso de Banking as a Service e inteligência artificial permite que criminosos operem fraudes em escala corporativa.
- A facilidade de criação de empresas de fachada ocorre pela ausência de biometria nas juntas comerciais.
- Especialistas criticam a Lei Antifacção por não abranger fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Um levantamento da Apura Cyber Intelligence revelou que fóruns na deep web estão comercializando estruturas de fintechs prontas para uso, conhecidas como 'Crimtechs', por valores que chegam a R$ 2 milhões. Esses pacotes incluem CNPJ ativo, contas bancárias e chaves Pix, permitindo que organizações criminosas operem fraudes financeiras com uma estrutura profissionalizada e em larga escala.
A facilidade para adquirir essas empresas decorre da falta de exigência de biometria ou verificação presencial nas juntas comerciais brasileiras. O uso de tecnologias como Banking as a Service e inteligência artificial substitui o recrutamento manual de laranjas, otimizando a lavagem de dinheiro. Especialistas alertam que a atual legislação, incluindo a Lei Antifacção, é insuficiente para combater o fenômeno, pois limita a suspensão de empresas a crimes de receptação, ignorando a complexidade das fraudes digitais modernas.
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