Contas-laranja abertas legitimamente desafiam sistemas antifraude
Especialistas alertam que a abertura legítima de contas por titulares facilita fraudes e exige novas tecnologias de monitoramento bancário.
Pontos principais
- O uso de contas-laranja abertas pelos próprios titulares dificulta a detecção de irregularidades por sistemas antifraude.
- A empresa Quod registrou 9 milhões de tentativas ou ocorrências de fraude durante o primeiro semestre de 2026.
- O compartilhamento de senhas bancárias expõe titulares a riscos criminais e pode comprometer futuras análises de crédito.
- Instituições financeiras têm adotado biometria facial e inteligência artificial para mitigar o uso de dados vazados em novos golpes.
Durante a Febraban Tech 2026, o diretor da Quod, Danilo Coelho, destacou que o uso de contas-laranja abertas de forma legítima pelos próprios titulares tornou-se um dos maiores desafios para o setor financeiro. Como essas contas são criadas seguindo os protocolos de segurança, as ferramentas antifraude tradicionais falham em identificar a intenção ilícita no momento da abertura. A Quod reportou 9 milhões de ocorrências de fraude no primeiro semestre de 2026, evidenciando a escala do problema. Além da tecnologia, o comportamento do consumidor é um fator crítico, visto que o compartilhamento de senhas e a exposição a links maliciosos facilitam a ação de criminosos. Para combater essa tendência, bancos estão investindo em biometria facial e compartilhamento de dados, enquanto o Banco Central recomenda o uso do Registrato para que cidadãos monitorem contas abertas em seus nomes.
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