Engenharia social responde por 40% das fraudes financeiras no Brasil
Pesquisa da Quod aponta que golpes de engenharia social somaram 3,6 milhões de casos no primeiro semestre de 2026, com o Pix como principal meio.
Pontos principais
- Engenharia social representou 40% do total de fraudes financeiras no país no primeiro semestre de 2026.
- O Pix foi utilizado em 85% das ocorrências de golpes identificadas no período.
- Dispositivos móveis são o canal preferencial dos criminosos, estando presentes em 78% dos casos.
- Jovens entre 18 e 34 anos representam quase metade das vítimas, totalizando 49,06% dos registros.
- O Banco Central reforçou o combate a crimes digitais com a implementação da Resolução 501 e do Registro Unificado de Fraudes (Rufra).
Dados da Quod revelam que a engenharia social consolidou-se como a principal ameaça ao sistema financeiro brasileiro, sendo responsável por mais de 3,6 milhões de indícios de fraude apenas no primeiro semestre de 2026. O levantamento destaca a predominância do Pix como ferramenta de movimentação ilícita, presente em 85% dos casos, enquanto o celular se mantém como o canal de ataque mais utilizado, alcançando 78% das ocorrências. O perfil das vítimas é majoritariamente jovem, com a faixa etária de 18 a 34 anos concentrando 49,06% dos golpes registrados. Para conter o avanço dessas práticas, o Banco Central tem intensificado medidas regulatórias, incluindo a implementação da Resolução 501 e a criação do Registro Unificado de Fraudes (Rufra). Essas iniciativas buscam fortalecer a segurança das transações e a troca de informações entre instituições financeiras para mitigar os prejuízos causados por fraudes digitais no país.
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