Custo de fraudes de identidade cai 100 vezes com uso de IA generativa
Estudo da Unico aponta que a popularização de ferramentas de IA reduziu drasticamente o custo de ataques sofisticados entre 2025 e 2026.
Pontos principais
- O custo para realizar fraudes de identidade complexas caiu cem vezes no último ano devido à IA generativa.
- A América Latina concentra 48,3% dos casos de identidade sintética registrados globalmente.
- Cerca de 90% dos especialistas em prevenção a fraudes apontam deepfakes e documentos manipulados como as maiores ameaças.
- O Brasil é um dos principais focos de ataques, com São Paulo respondendo por 22% dos alertas de fraude no país.
- Projeções indicam que perdas financeiras globais por fraude podem atingir US$ 55,3 bilhões até 2030.
Um estudo realizado pela Unico em parceria com a Liminal revelou que o custo para a execução de fraudes de identidade sofisticadas caiu cem vezes entre 2025 e 2026. A queda é atribuída à popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa por assinatura, que facilitaram a criação de deepfakes e a manipulação de documentos. O cenário é particularmente crítico na América Latina, que responde por quase metade das fraudes de identidade sintética no mundo, apresentando uma taxa de ataques avançados que chega ao dobro da média global. Especialistas alertam que a facilidade de acesso a essas tecnologias elevou o risco para instituições financeiras, especialmente em mercados como o Brasil, onde o ecossistema de Open Finance tem servido como um termômetro para a evolução dessas ameaças. A expectativa é que o impacto financeiro global continue em trajetória de alta, podendo dobrar até o final da década.
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