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Presidente do Parlamento iraniano questiona eficácia de juros do Fed

Mohammad Bagher Ghalibaf afirma que alta de juros nos EUA não conterá a inflação, atribuindo a pressão de preços ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

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Foto: Times Brasil
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16/09 às 17:31 · atualizado 19:02

Pontos principais

  • Mohammad Bagher Ghalibaf declarou que o aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve é insuficiente para controlar a inflação.
  • O parlamentar atribuiu a pressão inflacionária a um choque de oferta decorrente do fechamento do Estreito de Ormuz.
  • O impacto nos preços foi classificado por Ghalibaf como um 'prêmio de risco de Ormuz' definido pelo Irã.
  • O Federal Reserve elevou as taxas de juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
  • O major-general Mohsen Rezai reforçou a falta de confiança do Irã em medidas tomadas por Washington.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou a recente política monetária do Federal Reserve, argumentando que a elevação das taxas de juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano será ineficaz para conter a inflação nos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, a raiz da pressão inflacionária atual reside em um choque de oferta provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, fenômeno que ele denominou como um 'prêmio de risco' estabelecido pelo próprio governo iraniano.

A declaração ocorre em um momento de tensão geopolítica, com autoridades iranianas, como o major-general Mohsen Rezai, reiterando a desconfiança do país em relação às iniciativas de Washington. A posição de Ghalibaf sugere que o cenário de preços globais permanece atrelado a gargalos logísticos estratégicos, desafiando a capacidade dos instrumentos tradicionais de política monetária do Fed em mitigar os efeitos da crise no fornecimento de energia e mercadorias.

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