Federal Reserve eleva juros em 0,25 p.p. pela primeira vez desde 2023
O FOMC elevou a taxa básica para o intervalo de 3,75% a 4% nesta quarta-feira, visando conter a inflação persistente e manter a estabilidade econômica.
Pontos principais
- O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual.
- A nova taxa situa-se no intervalo de 3,75% a 4%, a primeira alta desde 2023.
- A decisão foi aprovada por unanimidade, com placar de 12 a 0 no comitê.
- O FOMC descreveu a atividade econômica atual como de expansão sólida.
- O banco central sinalizou que novos ajustes podem ocorrer para atingir a meta de 2% de inflação.
- A medida provocou valorização do dólar e queda nas bolsas asiáticas.
- O presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou que a inflação permanece elevada.
O Federal Reserve (Fed) anunciou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, o aumento da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, elevando o intervalo para 3,75% a 4%. Esta é a primeira elevação de juros realizada pelo banco central americano desde 2023, marcando uma mudança significativa na condução da política monetária diante de um cenário de inflação persistente que preocupa as autoridades econômicas.
Segundo o comunicado oficial do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), a decisão foi tomada por unanimidade, com 12 votos a favor e nenhum contra. O documento destaca que a economia dos Estados Unidos apresenta uma expansão sólida, sustentada por gastos domésticos resilientes, ganhos expressivos de produtividade e investimentos robustos, mesmo diante de incertezas geopolíticas globais. O mercado de trabalho foi classificado como equilibrado, com a geração de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, enfatizou que a inflação permanece em patamares elevados há muito tempo, justificando a necessidade de uma intervenção mais direta. O comitê afirmou que a ação de política monetária adotada hoje visa apoiar um retorno mais tempestivo à meta de inflação de 2%. A sinalização de que novos aumentos podem ocorrer ainda este ano gerou repercussões imediatas nos mercados financeiros globais.
Após o anúncio, o dólar registrou sua maior valorização desde junho, enquanto os títulos do Tesouro dos EUA mantiveram ganhos expressivos. Em contrapartida, as bolsas asiáticas reagiram com cautela, prevendo quedas em linha com o comportamento observado em Wall Street. A decisão ocorre em um contexto de divergência política com o presidente Donald Trump, que tem manifestado resistência a medidas de aperto monetário que possam impactar o ritmo de crescimento econômico do país.
