Irã executa mais dois homens por mortes de policiais em protestos
O judiciário iraniano executou mais dois homens condenados pela morte de policiais durante as manifestações de janeiro de 2026.
Pontos principais
- Abolfazl Sepahi-Badjani e Amirhossein Safari-Hosseinabadi foram executados publicamente em Isfahan.
- Os homens foram condenados pelo assassinato de agentes de segurança durante os protestos de janeiro.
- Relatórios da ONU indicam que ao menos 24 pessoas foram executadas por crimes relacionados aos protestos após julgamentos sem garantias.
- A Human Rights Watch estima que 50 pessoas foram executadas no Irã nos últimos quatro meses sob acusações de segurança nacional.
O sistema judiciário do Irã confirmou a execução pública de Abolfazl Sepahi-Badjani e Amirhossein Safari-Hosseinabadi, condenados pelo assassinato de agentes de segurança durante os protestos de janeiro de 2026 em Isfahan. As sentenças foram cumpridas em um cenário de repressão intensificada, elevando o número de execuções relacionadas aos atos antigovernamentais. Especialistas da ONU denunciaram que ao menos 24 pessoas foram executadas por crimes similares após processos judiciais que, segundo observadores, careceram de garantias básicas de defesa. A Human Rights Watch estima que o total de execuções por acusações de segurança nacional no país chegue a 50 nos últimos quatro meses. O episódio ocorre em um contexto de instabilidade interna e tensões geopolíticas, com o governo iraniano mantendo uma política de tolerância zero contra manifestantes que entram em confronto com as forças de segurança.
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