PF aponta que Banco Master forjou documentos para simular créditos
Polícia Federal revela esquema do Banco Master para fabricar documentos e validar R$ 7,15 bilhões em cessões de crédito ao Banco de Brasília.
Pontos principais
- O Banco Master utilizou ferramentas como Word, PDFs e scripts em C# para criar documentos falsos em larga escala.
- O esquema visava simular a legitimidade de R$ 7,15 bilhões em créditos consignados vendidos ao Banco de Brasília.
- Perícias digitais detectaram inconsistências, como datas de assinatura digital divergentes das contidas nos contratos.
- Mensagens internas indicam que o proprietário Daniel Vorcaro e a cúpula do banco tinham conhecimento das fraudes.
A Polícia Federal identificou um esquema sofisticado no Banco Master voltado à fabricação de documentos falsos para conferir aparência de legitimidade a operações financeiras. Segundo as investigações, a instituição utilizou uma linha de montagem digital, envolvendo mala direta do Word, scripts em C# e edições em PDF, para forjar contratos, procurações e comprovantes bancários. O objetivo central era validar R$ 7,15 bilhões em cessões de crédito consignado da Tirreno Consultoria para o Banco de Brasília, ocultando a fragilidade dos ativos.
As perícias digitais revelaram falhas técnicas, como datas de assinatura digital posteriores aos registros inseridos nos documentos. Além disso, mensagens internas apreendidas sugerem que a cúpula do banco, incluindo o proprietário Daniel Vorcaro, participava ativamente da coordenação para a produção desses kits fraudulentos. O caso expõe riscos graves à integridade do sistema financeiro e levanta questionamentos sobre a governança e a fiscalização das operações de crédito realizadas pela instituição.
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