Polícia Federal investiga fraude de R$ 7,15 bi no Banco Master
Investigação aponta que o Banco Master utilizou empresa de fachada para simular bilhões em operações de crédito consignado.
Pontos principais
- A empresa Tirreno, com capital de R$ 100, foi usada para simular R$ 7,15 bilhões em empréstimos.
- Perícia da PF constatou que os valores não foram transferidos, sendo apenas registros internos.
- Mais de 1 milhão de contratos foram criados com padrões repetitivos para sustentar a operação.
- Alertas internos de lavagem de dinheiro foram ignorados pela instituição financeira.
A Polícia Federal investiga um esquema de fraude bilionária envolvendo o Banco Master, que teria utilizado uma empresa de fachada para simular R$ 7,15 bilhões em operações de crédito consignado. Segundo a perícia, a empresa Tirreno, que possuía capital social de apenas R$ 100 e nenhuma estrutura operacional, serviu como base para o registro de mais de 1 milhão de contratos fictícios dentro do sistema do banco.
Os investigadores apontam que os valores das cessões de crédito nunca foram efetivamente transferidos, sendo lançados apenas internamente para atender a exigências de auditoria. Documentos como Cédulas de Crédito Bancário eram produzidos pelo próprio banco, enquanto alertas de risco de lavagem de dinheiro foram deliberadamente ignorados pela gestão. A prática levanta sérias preocupações sobre a integridade das operações de crédito e a eficácia dos controles de compliance da instituição.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
