Líderes de Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte assinam pacto
Representantes regionais formalizaram um acordo que desafia a integridade do Reino Unido e sinaliza desejo de integração com a União Europeia.
Pontos principais
- Líderes do Scottish National Party, Sinn Féin e Plaid Cymru assinaram um memorando em Cardiff visando a independência.
- O documento aponta o Brexit como fator prejudicial às economias locais e defende o direito de autodeterminação.
- A Irlanda do Norte possui direito constitucional a referendo, enquanto Escócia e Gales buscam prerrogativas legais para votações.
- O primeiro-ministro Andy Burnham classificou a discussão sobre referendos como prematura e condicionada a consenso público.
- Michelle O'Neill citou o apoio do presidente Donald Trump à reunificação irlandesa como fator de relevância global.
Líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte formalizaram um pacto inédito que desafia a atual estrutura política do Reino Unido. O documento, assinado em Cardiff por representantes do Scottish National Party, do Sinn Féin e do Plaid Cymru, declara que a paisagem política britânica está em transformação e sinaliza o desejo das regiões de buscar uma futura integração com a União Europeia. O texto critica o atual modelo econômico britânico, argumentando que o Brexit prejudicou o desenvolvimento das nações envolvidas.
Cada região encontra-se em estágios distintos em relação ao processo de autodeterminação. Enquanto a Irlanda do Norte possui amparo constitucional para um referendo, a Escócia planeja uma votação até 2031 e o País de Gales busca as prerrogativas legais necessárias para realizar um plebiscito. O movimento é impulsionado pelo descontentamento com o Brexit e pelo crescimento de forças políticas alternativas no cenário britânico.
O governo central reagiu com cautela, mantendo a postura de que qualquer consulta popular é prematura. O primeiro-ministro Andy Burnham indicou anteriormente que só autorizaria um novo referendo escocês mediante um consenso claro da população. Paralelamente, a iniciativa enfrenta críticas internas, como a da vice-primeira-ministra da Irlanda do Norte, Emma Little-Pengelly, enquanto o debate ganha contornos internacionais com a menção de O'Neill ao apoio do presidente Donald Trump à causa da reunificação irlandesa.
