Trump reafirma apoio a uma Irlanda unida e rompe tradição diplomática
Presidente dos EUA defende unificação irlandesa, contrariando a neutralidade histórica americana e gerando críticas de políticos britânicos.
Pontos principais
- Donald Trump reiterou em Dublin o desejo de ver a Irlanda unificada, rompendo com a tradição de neutralidade dos EUA.
- A declaração provocou reações negativas de políticos unionistas da Irlanda do Norte e do governo britânico.
- O primeiro-ministro Andy Burnham reforçou que a posição do Reino Unido é de que não há referendo em pauta.
- O Acordo de Sexta-Feira Santa estabelece que o futuro constitucional da região depende do consentimento democrático local.
- O Taoiseach Micheál Martin afirmou que Trump já havia manifestado essa preferência em conversas privadas.
Durante o segundo dia de sua visita à Irlanda, o presidente Donald Trump reafirmou seu apoio à causa de uma Irlanda unida. O mandatário norte-americano, que já havia expressado essa visão em conversas privadas segundo o Taoiseach Micheál Martin, destacou que muitas pessoas compartilham de sua posição. O posicionamento rompe com a convenção diplomática de longa data dos Estados Unidos de não tomar partido sobre o status constitucional da Irlanda do Norte.
As declarações geraram críticas imediatas de políticos unionistas e membros do governo britânico. O primeiro-ministro Andy Burnham reiterou que a posição do Reino Unido permanece inalterada, enfatizando que um referendo sobre a unificação não está em pauta. O debate ocorre sob a égide do Acordo de Sexta-Feira Santa de 1998, que determina que o futuro da Irlanda do Norte deve ser decidido exclusivamente pelo consentimento democrático de seu povo.
