Greve dos Correios segue sem previsão de fim após rejeição de acordo
Trabalhadores mantêm paralisação por tempo indeterminado, enquanto o TST exige a manutenção de 80% do efetivo em atividade durante o movimento.
Pontos principais
- A greve teve início em 11 de setembro após a categoria rejeitar a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho.
- O TST determinou, em decisão liminar no sábado (12), que 80% do efetivo deve permanecer em serviço em todas as unidades.
- O julgamento do dissídio coletivo da categoria está marcado para o dia 21 de setembro.
- Os Correios registraram um prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e buscam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões.
A greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada em 11 de setembro, segue por tempo indeterminado em diversos estados brasileiros após a rejeição da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho. Em resposta ao movimento, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu uma decisão liminar no último sábado (12) determinando que 80% do efetivo deve ser mantido em operação em cada unidade da estatal. A medida visa garantir a continuidade dos serviços essenciais e minimizar os impactos na entrega de encomendas e no atendimento ao público durante a paralisação.
O cenário de incerteza é agravado pela delicada situação financeira da empresa, que reportou um prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e planeja um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. O desfecho do conflito trabalhista depende agora do julgamento do dissídio coletivo, agendado para o dia 21 de setembro, que definirá os próximos passos da negociação entre os funcionários e a direção dos Correios.
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