Correios recorrem ao TST para declarar greve de funcionários abusiva
A estatal busca na Justiça a interrupção da paralisação enquanto negocia reajustes salariais e um empréstimo de R$ 7 bilhões para reestruturação.
Pontos principais
- Direção dos Correios acionou o TST para pedir a declaração de abusividade da greve.
- Trabalhadores paralisaram atividades por falta de acordo em reajustes e benefícios.
- Empresa busca empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.
- Estatal afirma que mantém rede de atendimento aberta para minimizar impactos.
A direção dos Correios protocolou um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) visando declarar a greve dos trabalhadores como abusiva. A paralisação da categoria foi motivada pela ausência de consenso em torno de pautas como o reajuste salarial e a manutenção de benefícios, incluindo o plano de saúde. A empresa alega que a continuidade dos serviços é essencial e informou que reforçou as operações para mitigar os impactos aos usuários durante o período de conflito.
O movimento grevista ocorre em um momento crítico para a estatal, que atravessa um processo de reestruturação financeira. A companhia busca viabilizar um empréstimo de R$ 7 bilhões, contando com a garantia do Tesouro Nacional para sanear suas contas. A decisão do TST será determinante para definir o futuro das negociações e a normalização das atividades logísticas em todo o país.
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