Ataque a oleoduto na Arábia Saudita ameaça 4% da oferta global de petróleo
A paralisação do oleoduto Leste-Oeste após ataques com drones gera temor de escassez mundial e impulsiona a alta dos preços do petróleo.
Pontos principais
- O oleoduto Leste-Oeste, que atravessa as regiões sauditas de Riade e Medina, sofreu múltiplos ataques com drones na manhã de quinta-feira (10 de setembro) e foi fechado como medida preventiva, interrompendo o fluxo de 4 milhões de barris por dia.
- Os ataques deixaram feridos, atendidos por equipes médicas, segundo o Ministério de Energia da Arábia Saudita.
- A interrupção ameaça reduzir em 4% a oferta global de petróleo, agravando a crise de suprimentos.
- Estoques no porto de Yanbu garantem exportações por apenas cinco a sete dias.
- Estimativas do setor apontam reparos entre cinco e seis semanas, mas o Ministério de Energia não confirmou prazo, dizendo apenas que novos desdobramentos seriam anunciados oportunamente.
- O petróleo WTI subiu 2,8% e o Brent avançou 3,1% nos mercados internacionais após o anúncio.
- Militantes houthis reivindicaram ataques a instalações sauditas e tomaram o controle da ilha de Perim, no Mar Vermelho.
- A Agência Internacional de Energia prevê uma queda de 6% na oferta mundial de petróleo para este ano.
O Ministério de Energia saudita informou que o oleoduto Leste-Oeste, que atravessa as regiões de Riade e Medina, sofreu múltiplos ataques na manhã de quinta-feira, 10 de setembro, e foi desligado como medida preventiva. A infraestrutura é vital para o escoamento de petróleo, permitindo o transporte de até 7 milhões de barris por dia e servindo como uma rota estratégica que contorna o Estreito de Ormuz. A paralisação imediata ameaça reduzir em 4% a oferta global de petróleo, um cenário que já reflete na volatilidade dos preços internacionais, com o Brent e o WTI registrando altas significativas logo após a confirmação do incidente.
Segundo o Ministério, os ataques deixaram feridos, atendidos por equipes médicas, e equipes de emergência agiram para proteger o duto. O comunicado não estabeleceu prazo de retomada, dizendo apenas que novos desdobramentos seriam anunciados oportunamente.
Especialistas da indústria alertam que os estoques disponíveis no porto de Yanbu são limitados, sendo suficientes para sustentar as exportações por apenas cinco a sete dias. As estimativas de reparo do setor variam entre cinco a seis semanas, embora uma retomada parcial seja possível, o que intensifica a pressão sobre o mercado global de energia. A situação é agravada pela instabilidade na região, marcada por ataques a navios-tanque e pela ocupação da ilha de Perim por militantes houthis, fatores que elevam o risco de uma crise de abastecimento prolongada e inflacionária.
Fonte primária
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