Operação Rede Interrompida desarticula plano de ataque ao Planalto
Polícia Civil investiga grupo extremista que planejava atentados com explosivos contra sedes dos Três Poderes e locais de debates eleitorais.
Pontos principais
- A Operação Rede Interrompida cumpriu mandados contra oito suspeitos em quatro estados brasileiros.
- Investigadores apreenderam plantas do Palácio do Planalto e mapas de prédios da Esplanada dos Ministérios.
- O grupo, com cerca de 600 membros, compartilhava manuais para fabricação de explosivos e coquetéis molotov.
- Mensagens interceptadas revelaram planos de atentar contra o local de um debate do segundo turno das eleições de 2026.
- Os investigados, com idades entre 19 e 31 anos, disseminavam ideologias neonazistas, antissemitas e misóginas.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Rede Interrompida para desarticular uma célula extremista que articulava ataques violentos contra as sedes dos Três Poderes em Brasília. A investigação, que contou com o apoio do Ciberlab do Ministério da Justiça, identificou um grupo que utilizava o Telegram para compartilhar manuais de fabricação de explosivos e coquetéis molotov. Entre os materiais apreendidos com os oito suspeitos, com idades entre 19 e 31 anos, estavam plantas detalhadas do Palácio do Planalto e do STF. Além dos prédios públicos, o grupo planejava atentados contra o local de um debate eleitoral previsto para o segundo turno de 2026. A polícia classificou as ameaças como reais e de alto risco, destacando que os investigados também promoviam conteúdos neonazistas e antissemitas, o que motivou a intervenção preventiva para garantir a segurança institucional.
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