Redes sociais são processadas em Portugal por design viciante
Grupo de direitos digitais D3 move ações contra Meta, ByteDance e Alphabet por uso de recursos que retêm usuários de forma compulsiva.
Pontos principais
- Ações coletivas foram protocoladas no Tribunal Cível de Lisboa contra Facebook, Instagram, TikTok e YouTube.
- O grupo D3 alega que recursos como rolagem infinita e notificações persistentes criam ciclos de dependência comportamental.
- A acusação compara o design das plataformas a mecanismos de jogos de azar.
- Os processos buscam responsabilizar as empresas e exigir mudanças na segurança do usuário.
- O caso se soma a um cenário global de escrutínio sobre as práticas de engajamento de grandes empresas de tecnologia.
O grupo português de direitos digitais D3 iniciou ações coletivas no Tribunal Cível de Lisboa contra a Meta, a ByteDance e a Alphabet. A entidade acusa as plataformas Facebook, Instagram, TikTok e YouTube de utilizarem estratégias de design viciante, como a rolagem infinita e o envio constante de notificações, para reter a atenção dos usuários. Segundo a organização, esses mecanismos criam ciclos de feedback comportamental comparáveis aos sistemas de recompensa encontrados em jogos de azar.
As ações, protocoladas entre abril e maio de 2026, visam responsabilizar as gigantes da tecnologia e exigir a implementação de uma experiência de uso mais segura e menos invasiva. O movimento em Portugal reflete uma tendência internacional de pressão regulatória sobre as redes sociais, que enfrentam questionamentos crescentes sobre o impacto de seus algoritmos na saúde mental e no comportamento dos usuários em diversas jurisdições ao redor do mundo.
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