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Petrobras corrige anúncio e gasolina terá redução de R$ 0,19

Após revisão de comunicado, Petrobras confirma que fim de subsídio e corte de impostos federais resultarão em queda no preço final da gasolina.

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Foto: G1 - Economia
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10/09 às 10:15, atualizado 17:03

Pontos principais

  • A Petrobras corrigiu o anúncio anterior e esclareceu que o reajuste reflete apenas o fim do desconto de R$ 0,44 por litro da MP 1.358/2026.
  • O governo federal reduziu em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina.
  • O efeito líquido para as distribuidoras será uma redução de R$ 0,19 por litro no preço final com tributos.
  • O preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras foi fixado em R$ 3,05 por litro.
  • O governo também anunciou a isenção de impostos sobre o etanol por um mês e uma nova subvenção de R$ 1 por litro para o diesel.
  • Analistas de mercado expressaram preocupações com a previsibilidade da governança da estatal após a correção do comunicado.

A Petrobras publicou uma nota corrigida na madrugada de 10 de setembro de 2026, esclarecendo a dinâmica de preços da gasolina A para as distribuidoras. Diferente do comunicado inicial, a estatal informou que a alteração nos valores corresponde exclusivamente à suspensão do desconto de R$ 0,44 por litro, que estava vinculado à Medida Provisória nº 1.358/2026, cuja vigência foi encerrada. Com a entrada em vigor da redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo Governo Federal, o impacto final para as distribuidoras será uma redução de R$ 0,19 por litro em comparação aos preços praticados até o dia 9 de setembro.

O ajuste ocorre em um cenário de volatilidade no mercado internacional, com o petróleo tipo Brent superando a marca de US$ 100 por barril devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio e conflitos na Rússia. Além da gasolina, o pacote de medidas do governo inclui a isenção de tributos sobre o etanol hidratado pelo período de um mês e a implementação de uma nova subvenção de R$ 1 por litro para o diesel, que ainda aguarda regulamentação por parte do Ministério da Fazenda para entrar em vigor.

A mudança de posicionamento da estatal gerou reações imediatas no mercado financeiro. Analistas de instituições como o Itaú BBA e o Bradesco BBI classificaram o episódio como negativo, apontando que a confusão na comunicação dos reajustes levanta preocupações sobre a previsibilidade da governança da companhia e a tomada de decisão em um período próximo às eleições presidenciais. Enquanto a Petrobras busca alinhar seus preços à paridade de importação, a eficácia dessas medidas de subsídio segue como ponto de debate entre especialistas sobre o impacto nas margens das distribuidoras e na competitividade do setor.

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