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Petrobras eleva preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,48

A Petrobras reajustou a gasolina em 18,6%, mas subsídios federais via subvenção e desoneração tributária limitam o aumento ao consumidor a R$ 0,03.

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Foto: Bloomberg - Economics
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28/05 às 13:36 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Petrobras elevou o preço da gasolina A em R$ 0,48 por litro para as distribuidoras a partir desta sexta-feira.
  • O reajuste de 18,6% é o primeiro realizado pela estatal em quase dois anos.
  • O governo federal aplicou subvenção econômica e suspendeu impostos (PIS, Cofins e Cide) via Medida Provisória nº 1.358.
  • O impacto direto ao consumidor final será de R$ 0,03 por litro, atenuado pela mistura obrigatória de etanol.
  • Com o ajuste, o preço médio da gasolina vendida pela estatal às distribuidoras sobe de R$ 2,57 para R$ 2,61.
  • Analistas do Goldman Sachs e Itaú BBA classificaram a medida como neutra, mantendo recomendações de compra.
  • Apesar do reajuste, os preços da Petrobras permanecem abaixo da paridade de importação internacional.
  • Especialistas alertam que a manutenção prolongada de subsídios pode pressionar as contas públicas e gerar riscos inflacionários.
  • A medida busca mitigar a volatilidade do petróleo global, pressionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e tensões com o Irã.

A Petrobras oficializou um reajuste de R$ 0,48 no preço da gasolina em suas refinarias, representando um aumento de 18,6% e o primeiro movimento de alta da estatal em quase dois anos. A medida entra em vigor nesta sexta-feira e impacta o custo de venda para as distribuidoras. Para conter o repasse inflacionário, o governo federal aprovou uma estratégia dupla: a aplicação de uma subvenção econômica de R$ 0,44 por litro e a suspensão de impostos federais, como PIS, Cofins e Cide, amparada pela Medida Provisória nº 1.358 e pelo Decreto nº 12.984. Com o ajuste, o preço médio praticado pela estatal sobe de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

Para o consumidor final, o impacto direto será limitado a R$ 0,03 por litro, com a parcela da Petrobras no preço final subindo de R$ 1,80 para R$ 1,83. Além da intervenção governamental, a moderação no preço na bomba é auxiliada pela mistura obrigatória de etanol anidro, que dilui o custo do reajuste. Mesmo com este aumento, a participação da Petrobras no preço final do combustível acumula uma redução de 27,6% desde o final de 2022, mantendo a política de preços da estatal alinhada ao equilíbrio entre o mercado interno e a volatilidade internacional.

No mercado financeiro, a notícia foi recebida com neutralidade. Analistas de instituições como Goldman Sachs e Itaú BBA mantiveram suas recomendações de compra para as ações da petroleira, observando que o reajuste operacionaliza o decreto de subsídios sem alterar significativamente o preço líquido realizado. Contudo, especialistas alertam que a manutenção prolongada de subsídios pode pressionar as contas públicas e gerar riscos inflacionários, além de notarem que os preços da companhia permanecem abaixo da paridade de importação.

A decisão reflete a pressão sobre o mercado global de energia, onde o valor do petróleo é impactado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelo conflito envolvendo o Irã. O governo brasileiro mantém o monitoramento do cenário geopolítico, buscando proteger os consumidores internos enquanto aguarda os desdobramentos das negociações de paz mediadas pela administração do presidente Donald Trump entre Estados Unidos e Irã.

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