A Petrobras oficializou um reajuste de R$ 0,48 no preço da gasolina em suas refinarias, representando um aumento de 18,6% e o primeiro movimento de alta da estatal em quase dois anos. A medida entra em vigor nesta sexta-feira e impacta o custo de venda para as distribuidoras. Para conter o repasse inflacionário, o governo federal aprovou uma subvenção econômica de R$ 0,44 por litro, amparada pela Medida Provisória nº 1.358 e pelo Decreto nº 12.984. Com o ajuste, o aumento líquido efetivo para o setor é de R$ 0,04, elevando o preço médio praticado pela estatal de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.
Para o consumidor final, o impacto direto será limitado a R$ 0,03 por litro, com a parcela da Petrobras no preço final subindo de R$ 1,80 para R$ 1,83. Além da subvenção governamental, a moderação no preço na bomba é auxiliada pela mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina, que dilui o custo do reajuste. Mesmo com este aumento, a participação da Petrobras no preço final do combustível acumula uma redução de 27,6% desde o final de 2022, mantendo a política de preços da estatal alinhada ao equilíbrio entre o mercado interno e a volatilidade internacional.
A decisão reflete a pressão sobre o mercado global de energia, onde o valor do petróleo é impactado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelo conflito envolvendo o Irã. O governo brasileiro mantém o monitoramento do cenário geopolítico, buscando proteger os consumidores internos enquanto aguarda os desdobramentos das negociações de paz mediadas pela administração do presidente Donald Trump entre Estados Unidos e Irã.
Agência Brasil - EBC • 28 mai, 14:12
Folha de São Paulo - Mercado • 28 mai, 12:51
Times Brasil • 28 mai, 13:12
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