Especialista aponta necessidade de estratégia de Estado para Redata e minerais
O Redata e a política de minerais críticos são vistos como avanços, mas especialistas cobram uma estratégia de Estado mais abrangente para o Brasil.
Pontos principais
- O Redata oferece desonerações de PIS/Cofins e IPI para atrair data centers ao país.
- Empresas beneficiadas pelo Redata devem destinar 10% da capacidade ao mercado interno e 2% para P&D.
- A política de minerais críticos prevê R$ 5 bilhões em renúncia fiscal e créditos de até 20% sobre custos.
- Especialistas defendem que o Brasil precisa focar em etapas de maior valor agregado na cadeia produtiva.
O governo brasileiro tem avançado com políticas voltadas ao setor de tecnologia e mineração, destacando-se o Redata e o incentivo aos minerais críticos. O Redata busca fomentar a instalação de data centers no país por meio de desonerações tributárias, exigindo em contrapartida que as empresas destinem parte de sua capacidade ao mercado interno e invistam em pesquisa e desenvolvimento. Paralelamente, a política de minerais críticos projeta uma renúncia fiscal de R$ 5 bilhões, visando fortalecer a cadeia produtiva nacional.
Apesar dos incentivos, o especialista Carlo Pereira avalia que tais medidas ainda não configuram uma estratégia de Estado consolidada. O debate aponta que o Brasil deve priorizar a soberania de dados e investir em processos de maior valor agregado, superando a dependência da simples exportação de matéria-prima. A ampliação da infraestrutura local é vista como um passo fundamental para garantir que o país se posicione de forma competitiva no cenário global de tecnologia e recursos estratégicos.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
