Multiplicação de empresas zumbi ameaça produtividade no Brasil
Estudo aponta que empresas dependentes de crédito para pagar juros distorcem a concorrência e travam investimentos em diversos setores brasileiros.
Pontos principais
- Empresas zumbi são definidas pela dependência crônica de crédito para cobrir custos de juros, sem gerar lucro operacional suficiente.
- Setores como têxtil, comércio, transporte e construção civil possuem mais de 50% de firmas nessa condição.
- O fenômeno reduz investimentos em 25% e eleva despesas financeiras em 30%, dificultando a recuperação operacional.
- A prática de 'zombie lending' pelos bancos, que rolam dívidas para evitar perdas imediatas, perpetua a insolvência e gera contágio setorial.
A economia brasileira enfrenta um desafio estrutural com a proliferação de empresas zumbi, companhias que sobrevivem apenas através da rolagem constante de dívidas. Segundo análise de Caio Szumanski, da EESP FGV, essas organizações não conseguem arcar com os juros de seus passivos, criando um ciclo de baixa produtividade que afeta setores estratégicos como construção civil e comércio. O fenômeno é agravado pelo 'zombie lending', prática em que instituições financeiras evitam reconhecer perdas imediatas ao refinanciar firmas inviáveis, postergando a insolvência formal. Esse cenário, descrito pelo gestor Luis Stuhlberger como uma economia zumbi, distorce a concorrência e inibe a alocação eficiente de capital no país. Com investimentos 25% menores e custos financeiros elevados, essas empresas limitam o crescimento econômico e aumentam o risco de contágio para novos entrantes no mercado.
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