Jubarte Capital avalia possibilidade de descolamento da Selic frente ao Fed
Gestora defende que Banco Central brasileiro pode cortar juros mesmo com alta nos EUA devido a fatores idiossincráticos da economia local.
Pontos principais
- A Jubarte Capital argumenta que a política monetária brasileira possui menor sincronia com a dos Estados Unidos do que o mercado projeta.
- Choques locais, como condições hidrológicas e safras agrícolas, são apontados como principais drivers da inflação nacional.
- A melhora no prêmio de risco dos ativos brasileiros é vista como um fator que viabiliza o descolamento dos ciclos de juros.
- A gestora questiona a sustentabilidade do mercado de trabalho americano diante dos resultados corporativos do S&P 500.
A gestora Jubarte Capital apresentou uma tese de investimento que sugere a possibilidade de o Banco Central brasileiro seguir uma trajetória de corte de juros independente das decisões do Federal Reserve. Segundo a análise, a economia nacional é fortemente influenciada por variáveis idiossincráticas, como o desempenho das safras agrícolas e as condições hidrológicas, que possuem maior peso na inflação local do que a política monetária americana. Esse cenário permitiria uma maior autonomia para a autoridade monetária brasileira, desde que o prêmio de risco dos ativos nacionais continue apresentando melhora. Além disso, a gestora levanta dúvidas sobre a resiliência do mercado de trabalho nos Estados Unidos, ponderando que o crescimento dos lucros das empresas do S&P 500 pode não ser sustentável a longo prazo, o que adiciona incertezas ao cenário global de juros.
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