Estudo aponta impacto desigual da queda da Selic no varejo brasileiro
Análise da Málaga & Associados mostra que a redução dos juros não aliviará de forma homogênea o endividamento das empresas do setor de consumo.
Pontos principais
- Estudo avaliou 30 empresas do varejo na B3 entre 2018 e 2026.
- Em agosto de 2026, a Selic atingiu 14% ao ano após quatro quedas consecutivas.
- As 15 empresas mais pressionadas comprometem 12,3% da receita com despesas financeiras.
- A CVC apresenta o maior índice de pressão financeira, com 23% da receita líquida.
- Estrutura de capital e modelo de negócio são determinantes para a saúde financeira além da taxa Selic.
Um estudo realizado pela Málaga & Associados revela que a recente trajetória de queda da taxa Selic, que atingiu 14% ao ano em agosto de 2026, terá efeitos distintos sobre as empresas do varejo brasileiro. A análise de 30 companhias listadas na B3 indica que a estrutura de capital e o modelo de negócio são fatores cruciais que limitam o impacto positivo da política monetária. Enquanto o grupo menos pressionado compromete apenas 3,1% de sua receita líquida com despesas financeiras, as empresas mais endividadas chegam a destinar 12,3% de seu faturamento para cobrir custos de dívida, com a CVC liderando o ranking com 23%. A consultoria conclui que a redução dos juros, por si só, não elimina a necessidade de ajustes operacionais profundos para companhias com maior alavancagem financeira.
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