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Austrália propõe lei para usuários desativarem algoritmos de redes sociais

O projeto 'My Feed, My Way' exigirá que redes sociais permitam a usuários com 16 anos ou mais desativar a personalização por algoritmo, sob pena de multas de até AU$ 109,2 milhões.

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Foto: NYTimes World
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08/09 às 04:01, atualizado 15:15

Pontos principais

  • O governo australiano divulgou a minuta do 'Digital Duty of Care', que obriga plataformas a oferecerem a opção de desativar feeds algorítmicos.
  • Usuários maiores de 16 anos poderão optar por visualizar apenas o conteúdo de contas que seguem, em ordem cronológica.
  • A legislação impõe o dever de proteger menores de 18 anos contra design viciante e conteúdos nocivos, como transtornos alimentares e pornografia.
  • O descumprimento das normas pode resultar em multas de até AU$ 109,2 milhões para as empresas de tecnologia.
  • A agência eSafety Commissioner terá poderes ampliados para remover aplicativos geradores de nudez e agilizar denúncias de abusos.
  • O texto está em fase de consulta com o setor e a sociedade civil, com previsão de envio ao Parlamento ainda em 2025.
  • A medida complementa a recente proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos no país.

O governo da Austrália apresentou a minuta da legislação 'Digital Duty of Care', iniciativa batizada como 'My Feed, My Way', que visa transferir o controle sobre o consumo de conteúdo digital para os usuários. A proposta obriga as plataformas de redes sociais a notificar e oferecer a usuários de 16 anos ou mais a alternativa de desativar a personalização por algoritmos de comportamento, permitindo que o feed exiba apenas publicações de contas seguidas pelo indivíduo. Segundo o primeiro-ministro Anthony Albanese, a medida busca garantir que as pessoas, e não as empresas, tenham o poder de decisão sobre o que consomem online. A ministra Anika Wells comparou a responsabilidade das redes sociais aos padrões de segurança exigidos para produtos físicos, como carros e alimentos. Além da transparência nos feeds, a lei estabelece um dever de cuidado para proteger menores de 18 anos contra recursos de design viciantes e conteúdos prejudiciais, incluindo materiais que promovam transtornos alimentares, ideologias hostis de gênero, pornografia e desafios perigosos. O projeto também amplia os poderes da eSafety Commissioner, permitindo a remoção rápida de aplicativos geradores de nudez e o combate mais ágil ao cyberbullying. O descumprimento dessas diretrizes pode acarretar multas severas, chegando a AU$ 109,2 milhões. Atualmente, o governo conduz consultas com empresas de tecnologia, especialistas e a sociedade civil para refinar o texto, que deve ser submetido ao Parlamento australiano ainda este ano. Esta iniciativa se soma a um conjunto mais amplo de restrições implementadas pelo governo australiano, que recentemente proibiu o acesso de menores de 16 anos a redes sociais no país, reforçando a postura do governo em relação à regulação do ambiente digital.

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