Tozorakimab da AstraZeneca reduz crises de DPOC em testes clínicos
Medicamento experimental reduziu em 30% crises de DPOC e tem potencial de gerar US$ 5 bilhões em vendas anuais para a AstraZeneca.
Pontos principais
- O tozorakimab reduziu em cerca de 30% os episódios moderados e graves de piora da DPOC em estudos de fase avançada.
- O fármaco atua bloqueando a proteína IL-33, demonstrando eficácia em diferentes perfis de pacientes.
- A AstraZeneca projeta vendas anuais superiores a US$ 5 bilhões caso o medicamento seja aprovado.
- A farmacêutica planeja submeter o pedido de aprovação à FDA no início de 2027.
- Resultados foram publicados no New England Journal of Medicine e apresentados no Congresso da Sociedade Respiratória Europeia.
A AstraZeneca anunciou resultados positivos de testes clínicos de fase avançada para o tozorakimab, um medicamento experimental voltado ao tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O estudo demonstrou uma redução de cerca de 30% nos episódios moderados e graves de exacerbação da doença, superando a eficácia de terapias concorrentes ao bloquear a proteína IL-33. A descoberta é considerada um marco importante, dado que o tratamento se mostrou eficaz independentemente dos níveis de glóbulos brancos específicos dos pacientes. Com base nesses dados, a farmacêutica estima que o medicamento possa gerar mais de US$ 5 bilhões em vendas anuais, caso obtenha as aprovações regulatórias necessárias. A empresa planeja submeter o tozorakimab para análise da FDA no início de 2027, enquanto o fármaco já passa por processos de avaliação na União Europeia e na China.
