JLR abre redundância voluntária; corte de 4 mil é estimativa da imprensa
A Jaguar Land Rover abriu um programa de redundância voluntária para funcionários assalariados e de gerência, sem afetar a linha de montagem; o número de 4 mil cortes citado na cobertura é estimativa da imprensa britânica, não confirmada pela empresa.
Pontos principais
- A JLR abriu um programa de redundância voluntária para funcionários assalariados e da gerência; a linha de montagem não é afetada.
- A cifra de 4 mil cortes, repetida na cobertura, vem da imprensa britânica (The Times) e não foi confirmada pela empresa.
- A meta declarada pela JLR é economizar cerca de £1,7 bilhão (US$ 2,3 bilhões) em dois anos e reduzir o ponto de equilíbrio para 300 mil veículos por ano.
- Em comunicado, a JLR diz que precisa "simplificar ainda mais a organização, melhorar a eficiência e construir maior resiliência" diante da mudança nas condições de mercado.
- O ataque cibernético sofrido pela empresa no fim de 2025 derrubou a produção em 27% e já custou cerca de US$ 2,5 bilhões (£1,9 bilhão) à economia britânica.
- A companhia cita a tarifa de 10% dos EUA sobre veículos importados e a concorrência de marcas chinesas, como o SUV Jaecoo 7 da Chery.
- A JLR mantém o plano de investir entre £15 bilhões e £18 bilhões em eletrificação e tecnologias digitais nos próximos cinco anos.
- O secretário de Negócios do Reino Unido, Jonathan Reynolds, reuniu-se com o CEO da JLR e sindicatos, mas disse que o governo não vai "bancar" a empresa.
A Jaguar Land Rover, controlada pelo grupo indiano Tata Motors, abriu um programa de redundância voluntária para funcionários assalariados e da gerência, sem afetar a linha de montagem, dentro de um plano de reestruturação global. A cifra de 4 mil cortes ao longo de dois anos, repetida por boa parte da cobertura, é uma estimativa da imprensa britânica (o jornal The Times) e não foi confirmada pela empresa. A meta declarada pela JLR é economizar cerca de £1,7 bilhão (US$ 2,3 bilhões) e reduzir o ponto de equilíbrio da montadora para 300 mil veículos ao ano. Em comunicado, a empresa afirma que, após transformar seu portfólio de produtos nos últimos três anos, precisa "simplificar ainda mais a organização, melhorar a eficiência e construir maior resiliência" diante da mudança nas condições de mercado global. A JLR cita como pressões a tarifa de 10% dos Estados Unidos sobre veículos importados, a concorrência de marcas chinesas como a Chery, cujo SUV Jaecoo 7 disputa o mercado britânico, e o ataque cibernético sofrido no fim de 2025, que derrubou a produção em 27% e já custou cerca de US$ 2,5 bilhões (£1,9 bilhão) à economia do Reino Unido. Apesar dos cortes, a montadora mantém o plano de investir entre £15 bilhões e £18 bilhões em eletrificação e tecnologias digitais nos próximos cinco anos. O secretário de Negócios do Reino Unido, Jonathan Reynolds, reuniu-se com o CEO da JLR e representantes sindicais para acompanhar o processo, mas disse que o governo não vai "bancar" a empresa.
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