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Milhares acompanham funeral de Ratko Mladic em Belgrado

O funeral do ex-general Ratko Mladic, condenado por genocídio, reuniu multidões em Belgrado e gerou críticas internacionais e tensões diplomáticas.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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07/09 às 05:00, atualizado 13:45

Pontos principais

  • Ratko Mladic faleceu enquanto cumpria pena de prisão perpétua por crimes de guerra.
  • O funeral em Belgrado atraiu milhares de apoiadores nesta segunda-feira.
  • Ministros do governo sérvio compareceram à cerimônia, classificada como evento privado.
  • A comissária da União Europeia, Marta Kos, adiou visita à Sérvia em protesto.
  • Sobreviventes do conflito na Bósnia condenaram a glorificação do ex-general.
  • O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, rejeitou as críticas internacionais ao evento.
  • Mladic foi condenado pelo massacre de Srebrenica e pelo cerco de Sarajevo.

Milhares de pessoas reuniram-se em Belgrado nesta segunda-feira para o funeral de Ratko Mladic, o ex-comandante bósnio-sérvio que faleceu enquanto cumpria pena de prisão perpétua por crimes de guerra e genocídio. Conhecido como o 'Açougueiro da Bósnia', Mladic foi o principal responsável pelo massacre de Srebrenica e pelo cerco de Sarajevo durante os conflitos na ex-Iugoslávia na década de 1990. A cerimônia, que contou com a presença de ministros do governo sérvio, foi classificada pelas autoridades locais como um evento privado, apesar da ampla cobertura da mídia estatal que exaltou a figura do ex-general.

A realização do funeral provocou indignação imediata da União Europeia, que havia emitido alertas prévios para que a Sérvia evitasse a glorificação de criminosos de guerra. O descontentamento levou a comissária de Ampliação, Marta Kos, a adiar uma visita oficial ao país como forma de protesto. Enquanto apoiadores organizaram transporte para o evento, sobreviventes das guerras dos Bálcãs manifestaram repúdio, destacando que a celebração reacende memórias traumáticas. O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, defendeu a postura do país e rejeitou as críticas externas, evidenciando as persistentes divisões políticas e a dificuldade de reconciliação na região, onde a figura de Mladic permanece um símbolo polarizador.

Cobertura da mídia

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