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Funeral de Ratko Mladić em Belgrado gera críticas da União Europeia

O sepultamento do general condenado por genocídio com honras militares em Belgrado levanta preocupações sobre a adesão da Sérvia ao bloco europeu.

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Foto: SCMP - World
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07/09 às 09:15, atualizado 11:32

Pontos principais

  • Ratko Mladić, conhecido como 'Açougueiro da Bósnia', faleceu aos 84 anos enquanto cumpria prisão perpétua.
  • O funeral em Belgrado atraiu milhares de pessoas e foi realizado com honras militares, contrariando alertas da União Europeia.
  • O ex-comandante foi condenado por crimes de guerra e genocídio durante o conflito na Bósnia na década de 1990.
  • A realização de homenagens públicas ao criminoso de guerra gera tensões diplomáticas e questionamentos sobre o processo de integração da Sérvia à UE.

O general Ratko Mladić, ex-comandante bósnio-sérvio condenado por genocídio e crimes contra a humanidade, foi sepultado em Belgrado sob honras militares. O evento, que reuniu milhares de apoiadores, ocorreu apesar de advertências explícitas da União Europeia contra a glorificação pública de figuras condenadas por crimes de guerra. Mladić, que faleceu aos 84 anos enquanto cumpria pena de prisão perpétua, foi velado na Igreja Ortodoxa Sérvia de São Lucas antes do enterro.

A realização das homenagens em solo sérvio reacendeu preocupações internacionais sobre o compromisso do país com a reconciliação regional e os valores democráticos exigidos para a adesão ao bloco europeu. Analistas apontam que a celebração oficial de uma figura central no conflito dos anos 90 cria um obstáculo diplomático significativo para as aspirações da Sérvia de integrar a União Europeia, evidenciando divisões persistentes sobre o legado das guerras nos Bálcãs.

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