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Morre aos 84 anos Ratko Mladic, o 'Açougueiro da Bósnia'

O ex-general sérvio-bósnio, condenado à prisão perpétua por genocídio e crimes de guerra, faleceu enquanto cumpria pena em Haia.

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Foto: G1 Mundo
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27/08 às 10:04, atualizado 18:04

Pontos principais

  • Ratko Mladic faleceu aos 84 anos no centro de detenção das Nações Unidas em Haia.
  • O ex-comandante militar cumpria pena de prisão perpétua desde 2017.
  • Mladic foi o principal responsável pelo massacre de Srebrenica em 1995.
  • O massacre resultou no assassinato de cerca de 8.000 homens e meninos muçulmanos.
  • O evento é classificado como o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
  • Ele também comandou o cerco a Sarajevo, que causou a morte de 10.000 pessoas.
  • O Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia o condenou por genocídio e limpeza étnica.
  • Mladic estava detido pela ONU desde sua captura em 2011 após anos foragido.
  • O ex-general enfrentava problemas de saúde recorrentes, incluindo histórico de derrames.
  • Sua morte foi confirmada por autoridades da ONU e por sua defesa jurídica.

Ratko Mladic, o ex-general sérvio-bósnio amplamente conhecido como o 'Açougueiro da Bósnia', morreu aos 84 anos enquanto estava sob custódia das Nações Unidas em Haia. O falecimento, confirmado por oficiais da ONU e por sua defesa, encerra a trajetória de uma das figuras mais controversas e notórias das guerras que marcaram a desintegração da Iugoslávia na década de 1990. Mladic cumpria pena de prisão perpétua, imposta em 2017, por seu papel central em atrocidades cometidas durante o conflito.

O ex-comandante foi condenado por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. Sua responsabilidade mais citada foi o massacre de Srebrenica, ocorrido em 1995, onde suas tropas executaram cerca de 8.000 muçulmanos bósnios. O episódio é reconhecido internacionalmente como o massacre mais letal em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Além disso, Mladic foi o arquiteto do cerco a Sarajevo, uma operação militar prolongada que resultou na morte de aproximadamente 10.000 civis e consolidou sua imagem como um dos principais executores da política de limpeza étnica na região.

Após o fim da guerra, Mladic permaneceu foragido por mais de uma década, sendo capturado apenas em 2011. Desde então, ele esteve sob custódia do tribunal internacional em Haia, onde enfrentou um longo processo judicial marcado por recorrentes problemas de saúde, incluindo múltiplos derrames. Sua morte ocorre em um momento em que o legado das guerras balcânicas ainda gera debates profundos sobre justiça internacional e reconciliação na região. O falecimento marca o fim de um capítulo significativo na história do Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia, que buscou responsabilizar os principais líderes militares pelo sofrimento imposto a milhares de pessoas durante o conflito.

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