Empresas brasileiras adaptam operações nos EUA após aumento de tarifas
Exportações brasileiras caíram 13% no primeiro semestre de 2026 devido a sobretaxas americanas que chegam a 37,5% sobre produtos nacionais.
Pontos principais
- As exportações para os EUA somaram US$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma queda de 13%.
- Produtos brasileiros enfrentam sobretaxas de até 37,5% além do imposto de importação padrão.
- Empresas nacionais estão abrindo subsidiárias em solo americano para reduzir a base tributável.
- A procura de marcas brasileiras para iniciar operações nos EUA recuou 50% nos últimos 18 meses.
- O governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade Econômica para avaliar possíveis contramedidas.
O cenário de comércio exterior entre Brasil e Estados Unidos enfrenta um período de reajuste sob a gestão do presidente Donald Trump. Com a imposição de sobretaxas que podem elevar os custos de importação em até 37,5%, as empresas brasileiras têm buscado alternativas logísticas e estruturais para manter a competitividade. A estratégia predominante tem sido a abertura de subsidiárias locais nos EUA, visando mitigar o impacto tributário direto sobre os produtos exportados. Apesar da queda de 13% no volume de exportações no primeiro semestre de 2026 e do desinteresse crescente de novas marcas em entrar no mercado americano, o governo brasileiro adotou uma postura firme ao acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. A medida abre caminho para que o Brasil implemente contramedidas contra as tarifas americanas, sinalizando uma possível escalada nas tensões comerciais entre os dois países.
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