Ministério Público Eleitoral investiga campanha de Renan Santos
O MPE abriu procedimento para apurar suposto abuso de poder e irregularidades na declaração de redes sociais na campanha de Renan Santos.
Pontos principais
- O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, notificou o TSE sobre a abertura da investigação.
- A apuração foca no atraso de 12 dias para a declaração de canais digitais utilizados na propaganda eleitoral.
- O ministro Dias Toffoli chegou a suspender temporariamente a campanha digital do candidato, mas reverteu a decisão no dia seguinte.
- A defesa de Renan Santos nega irregularidades e planeja questionar a omissão de outros candidatos sobre o mesmo tema.
O Ministério Público Eleitoral iniciou um procedimento preliminar para investigar o candidato à Presidência Renan Santos por suspeitas de abuso de poder e captação ilícita de recursos. A investigação, conduzida pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, concentra-se em uma falha na prestação de contas: o candidato teria levado 12 dias além do prazo legal para declarar as redes sociais utilizadas em sua estratégia de propaganda. O caso ganhou repercussão após o ministro Dias Toffoli determinar a suspensão da campanha digital de Santos, decisão que foi revogada pelo magistrado apenas 24 horas depois. A defesa do presidenciável classificou a medida como desproporcional e afirmou que irá protocolar representações contra outros candidatos que, segundo eles, também omitiram o uso de redes sociais em seus registros de candidatura, buscando isonomia no tratamento das irregularidades pelo TSE.
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