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Exportação de carne bovina brasileira cai 27,1% em agosto

O volume de carne bovina exportada pelo Brasil recuou 27,1% em agosto ante 2025, pressionado pela proximidade do limite da cota de importação da China.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/09 às 16:45, atualizado 18:31

Pontos principais

  • O volume de exportação de carne bovina brasileira caiu 27,1% em agosto de 2026 na comparação anual.
  • A receita com as vendas externas do setor recuou 19,7% no mês, totalizando US$ 1,2 bilhão.
  • A queda é motivada pela cautela dos exportadores diante da cota chinesa, que atingiu 90% de utilização em 10 de agosto.
  • O excedente de carne exportada acima da cota de 1,106 milhão de toneladas está sujeito a uma tarifa adicional de 55% na China.
  • No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as exportações totais de carne bovina ainda mantêm alta de 4,7% em volume.
  • As exportações totais para a China somaram US$ 8,340 bilhões em agosto, uma queda de 10,9% em relação a 2025.

O setor de carne bovina do Brasil registrou uma retração significativa em agosto de 2026, com o volume exportado caindo 27,1% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) apontam que a redução foi impulsionada principalmente pela estratégia dos exportadores brasileiros em relação ao mercado chinês. A proximidade do esgotamento da cota anual de importação estabelecida pela China, que atingiu 90% de sua capacidade em 10 de agosto, forçou uma desaceleração nos embarques para evitar a incidência de uma tarifa extra de 55% sobre o volume excedente.

Embora o desempenho mensal tenha sido negativo, o setor ainda apresenta resiliência no acumulado do ano, com alta de 4,7% em volume e 22,3% em valor entre janeiro e agosto de 2026. O cenário reflete uma dinâmica mais ampla no comércio bilateral, onde as exportações totais para a China recuaram 10,9% em agosto, totalizando US$ 8,340 bilhões. Apesar da queda nas vendas de carne, o Brasil manteve um superávit comercial de US$ 1,731 bilhão com o país asiático no período, sustentado pelo fluxo de outros produtos e pelo crescimento das importações chinesas, que subiram 21,3% no mesmo intervalo.

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