Brasil esgota cota de exportação de carne bovina para a China
Com 98,5% da cota preenchida no primeiro semestre, frigoríficos brasileiros reduzem abates e concedem férias coletivas.
Pontos principais
- O Brasil atingiu 98,5% da cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina destinada à China até junho de 2026.
- A proximidade do limite da cota forçou frigoríficos a reduzirem o ritmo de abates e adotarem férias coletivas, especialmente no Mato Grosso.
- As exportações brasileiras do setor registraram receita recorde de US$ 9,85 bilhões no primeiro semestre de 2026.
- A Austrália também esgotou seu limite, restringindo a oferta global de carne bovina para o mercado chinês.
- A expectativa do setor é de uma desaceleração no terceiro trimestre, com a retomada das exportações prevista apenas para o quarto trimestre.
O Brasil atingiu quase a totalidade da cota de exportação de carne bovina para a China no primeiro semestre de 2026, alcançando 98,5% do limite de 1,1 milhão de toneladas. O cenário, que gerou uma receita recorde de US$ 9,85 bilhões para o país, forçou os frigoríficos a ajustarem suas operações diante da restrição de volume. Como resposta, unidades produtivas, com destaque para o Mato Grosso, reduziram o ritmo de abates e implementaram férias coletivas para os funcionários. A consultoria StoneX aponta que a escassez de oferta não é exclusiva do Brasil, já que a Austrália também esgotou suas cotas, impactando o fornecimento global ao mercado chinês. A previsão é de um terceiro trimestre com exportações mais lentas, com a normalização do fluxo comercial aguardada apenas para o quarto trimestre, quando a cota para o próximo ciclo será liberada.
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