Especialistas defendem integração de sistemas contra violência doméstica
Audiência pública debateu o uso de ferramentas digitais para unificar o atendimento e a proteção de mulheres vítimas de violência no Brasil.
Pontos principais
- A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher discutiu a integração de sistemas digitais de proteção.
- Dados apontam que a Defensoria Pública de São Paulo realizou quase 36 mil atendimentos via assistente virtual desde 2020.
- Atualmente, 26% dos boletins de ocorrência de violência doméstica em São Paulo são registrados de forma eletrônica.
- Especialistas propuseram a criação de uma base nacional de dados para agilizar o atendimento e evitar a revitimização.
- A deputada Luizianne Lins sugeriu um seminário no Congresso para apresentar tecnologias voltadas ao combate à violência.
A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher realizou uma audiência pública para debater a modernização e a integração dos sistemas de proteção às vítimas de violência doméstica no país. O foco principal do encontro foi a implementação de ferramentas digitais que permitam uma resposta mais célere e eficiente do Estado. Atualmente, a fragmentação dos registros dificulta o acompanhamento dos casos, levando à necessidade de repetição de procedimentos pelas vítimas. A criação de uma base nacional unificada foi apontada como uma solução estratégica para otimizar o acesso aos serviços de assistência e segurança. O sucesso de iniciativas como o atendimento virtual da Defensoria Pública de São Paulo, que registrou quase 36 mil atendimentos desde 2020, serviu como base para a discussão sobre a expansão do uso da tecnologia no setor público.
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