Casa Argentina em Paris enfrenta denúncias de autoritarismo
Residência universitária é alvo de acusações de perseguição política e uso do espaço para eventos de extrema direita sob gestão de Santiago Muzio.
Pontos principais
- Residentes relatam clima de medo e vigilância desde a nomeação de Santiago Muzio em 2024.
- Diretor é acusado de se recusar a assinar a Carta de Valores da Cité Internationale Universitaire de Paris.
- Moradores denunciam a remoção de homenagens a vítimas da ditadura argentina e exclusão de estudantes.
- A Prefeitura de Paris solicitou ao Ministério das Relações Exteriores francês uma investigação oficial sobre o caso.
A Casa Argentina, residência universitária situada na Cité Internationale Universitaire de Paris, enfrenta uma crise institucional marcada por denúncias de autoritarismo e perseguição política. Desde a nomeação de Santiago Muzio como diretor em 2024, estudantes relatam um ambiente de vigilância e restrições à liberdade de expressão. A gestão é criticada por se recusar a aderir à Carta de Valores da instituição, que promove direitos humanos e igualdade de gênero, além de permitir a realização de eventos de grupos de extrema direita no local. A situação gerou preocupação entre autoridades francesas, levando a Prefeitura de Paris a solicitar uma investigação formal ao Ministério das Relações Exteriores. O tema pode ganhar relevância diplomática durante a próxima visita do presidente Javier Milei à França, dado o impacto das ações da administração na reputação da residência.
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