Pesquisa da USP analisa racismo ambiental na obra dos Racionais MC’s
Estudo acadêmico identifica denúncias de racismo ambiental no álbum 'Sobrevivendo no Inferno', lançado pelo grupo Racionais MC’s em 1997.
Pontos principais
- A pesquisa foi desenvolvida no programa de Educomunicação da Escola de Comunicações e Artes da USP.
- O álbum 'Sobrevivendo no Inferno', marco do rap nacional, serve como base central para a análise.
- O estudo explora como o grupo utilizou a música para denunciar desigualdades sociais e ambientais nas periferias.
- O conceito de racismo ambiental é aplicado para interpretar as letras e a realidade social retratada pelo grupo.
Uma pesquisa acadêmica realizada na Escola de Comunicações e Artes da USP propõe uma nova leitura sobre o álbum 'Sobrevivendo no Inferno', lançado pelos Racionais MC’s em 1997. O estudo, conduzido por uma pesquisadora em Educomunicação, utiliza a obra como um documento histórico e social para discutir o conceito de racismo ambiental no Brasil. A análise destaca como o grupo, através de suas letras, já denunciava a negligência estatal e a precariedade das condições de vida nas periferias urbanas décadas atrás. Ao conectar a produção cultural do rap com questões de justiça ambiental, o trabalho acadêmico reforça a importância dos Racionais MC’s como cronistas das desigualdades estruturais. A pesquisa demonstra que as críticas contidas no álbum permanecem atuais, oferecendo uma perspectiva crítica sobre como a degradação ambiental afeta desproporcionalmente populações marginalizadas.
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