Pesquisa aponta brincar com lama como resistência ao racismo ambiental
Estudo em escola pública de São Paulo mostra que contato direto de crianças com a natureza combate a segregação e valoriza territórios periféricos.
Pontos principais
- A pesquisa acompanhou crianças de uma escola pública na zona norte de São Paulo por dez meses.
- O estudo defende que o contato sensorial com elementos naturais promove a conexão com o território.
- O brincar com lama é apresentado como uma ferramenta política contra o racismo ambiental.
- A metodologia utilizou observação participante para valorizar a autonomia infantil nos espaços urbanos.
Uma pesquisa realizada na zona norte de São Paulo propõe que o contato livre de crianças com elementos naturais, como a lama, atua como uma forma de resistência ao racismo ambiental. O estudo, que acompanhou uma turma de escola pública durante dez meses, argumenta que a exploração sensorial do meio ambiente fortalece o vínculo das crianças com seus territórios, combatendo a marginalização de espaços periféricos. Ao valorizar a autonomia infantil e o brincar em ambientes naturais, o trabalho destaca a importância de políticas educacionais que reconheçam a ocupação e a valorização das áreas urbanas periféricas. A iniciativa reforça que o acesso à natureza em contextos urbanos é uma questão de justiça social, permitindo que as crianças desenvolvam uma percepção crítica sobre o ambiente em que vivem e combatam desigualdades estruturais desde a infância.
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