Uma pesquisa da UFF revela que graphic novels podem ser eficazes para promover o debate racial e a educação antirracista na formação de futuros professores, preenchendo lacunas na abordagem do tema nas escolas brasileiras.
Um estudo desenvolvido pela doutoranda Fernanda Pereira da Silva, da Universidade Federal Fluminense (UFF), aponta as histórias em quadrinhos (HQs) como uma ferramenta promissora para a educação antirracista e a formação de professores. A pesquisa destaca a lacuna existente na abordagem do racismo nas escolas brasileiras, onde o tema é frequentemente restrito ao Mês da Consciência Negra, e a Lei 10.639/2003, que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira, é negligenciada em grande parte do país.
Fernanda propõe o uso de graphic novels, como as que retratam a vida de Carolina Maria de Jesus, para engajar futuros docentes em discussões complexas sobre racismo de forma leve e aprofundada. A professora Walcéa Barreto Alves reforça a relevância de apresentar personagens negros com protagonismo e uma visão decolonial, sublinhando o potencial das HQs para enriquecer o debate étnico-racial em sala de aula.