Pesquisas no acervo do geógrafo Milton Santos, 25 anos após sua morte, destacam sua atuação política e reflexões sobre a questão racial no Brasil.
Vinte e cinco anos após o falecimento de Milton Santos, um novo exame de seu vasto acervo na Universidade de São Paulo (USP), composto por 60 mil itens, tem revelado dimensões pouco exploradas de sua trajetória. Pesquisadores apontam que o geógrafo possuía uma militância política mais profunda e um engajamento com a questão racial mais intenso do que a historiografia tradicional havia registrado. Obras como 'O Espaço do Cidadão' e registros de suas viagens à África evidenciam um interesse precoce do autor pela exclusão social e pela desigualdade racial. Esse movimento de redescoberta, impulsionado pela adoção de cotas raciais no ensino superior, reforça a atualidade de seu pensamento. As teorias de Santos sobre território e periferia continuam sendo fundamentais para a base teórica de movimentos sociais contemporâneos, como o MST e o MTST, consolidando seu legado como um dos intelectuais mais influentes do país.
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