Magalu inicia venda de produtos no marketplace do Mercado Livre
A partir de 2 de setembro de 2026, o Magazine Luiza passou a vender 27 mil itens de seu estoque próprio na plataforma do Mercado Livre para ampliar sua escala de vendas.
Pontos principais
- A parceria disponibiliza produtos do Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos no aplicativo do Mercado Livre.
- A operação utiliza o modelo 1P, no qual a varejista mantém o estoque e realiza a venda direta ao consumidor.
- A logística das entregas é conduzida pelo Magalog, braço logístico independente do grupo Magalu.
- O acordo visa reduzir o custo de aquisição de clientes (CAC) e acessar uma audiência mais pulverizada.
- Empresas negociam o uso futuro de mais de 1.000 lojas físicas do Magalu como pontos de coleta e troca para o Mercado Livre.
- Esta é a terceira parceria de marketplace do Magalu nos últimos dois anos, somando-se a acordos com Amazon e AliExpress.
- A administração do Magalu estima que 75% dos compradores na plataforma do Mercado Livre serão novos clientes para a marca.
O Magazine Luiza iniciou, em 2 de setembro de 2026, uma parceria estratégica para comercializar cerca de 27 mil itens de seu estoque próprio dentro do marketplace do Mercado Livre. A iniciativa, confirmada pelos CEOs das duas companhias, Fred Trajano e Fernando Yunes, marca um movimento de expansão da vitrine virtual da varejista para além de seus domínios próprios, integrando produtos da KaBuM! e da Época Cosméticos à plataforma argentina. A operação logística é realizada exclusivamente pelo Magalog, braço independente do grupo brasileiro.
Segundo a administração do Magalu, a decisão de integrar plataformas rivais responde ao cenário de maior pulverização da audiência digital e ao aumento do custo de aquisição de clientes (CAC). Ao optar por uma estratégia de 'lógica positiva' em vez de tentar manter um ecossistema isolado, a empresa busca recuperar o volume de vendas e melhorar a rentabilidade. Para o Mercado Livre, o acordo permite preencher lacunas importantes em seu sortimento, especialmente nas categorias de eletrodomésticos e linha branca, onde a penetração logística era menor.
O mercado reagiu positivamente ao anúncio, com as ações do Magazine Luiza registrando valorização expressiva na Bolsa de Valores. Analistas de instituições como XP e Ativa Investimentos destacaram que, embora o impacto no volume bruto de mercadorias (GMV) não seja transformador no curto prazo, a parceria melhora o capital de giro da varejista. Além da oferta de produtos, as empresas discutem a expansão do acordo para permitir que a rede de mais de 1.000 lojas físicas do Magalu funcione como pontos de coleta e devolução de mercadorias vendidas pelo Mercado Livre, fortalecendo a capilaridade logística de ambos os grupos.
