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Chevron investirá US$ 7 bilhões para dobrar produção na Venezuela

A petroleira americana anunciou um plano de cinco anos para elevar sua produção para 600 mil barris por dia, após obter novos campos no Orinoco.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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02/09 às 08:02, atualizado 30/10 às 20:09

Pontos principais

  • A Chevron investirá mais de US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos para expandir suas operações na Venezuela.
  • A meta da companhia é elevar a produção de suas joint ventures para cerca de 600 mil barris por dia até 2031.
  • A empresa recebeu direitos de exploração nos novos campos Carabobo-1 e Carabobo-2-South-A, na Faixa do Orinoco.
  • O plano de expansão foi viabilizado por novos termos fiscais, comerciais e legais acordados com o governo venezuelano.
  • A Chevron estima que os custos de produção em suas operações no país permanecerão abaixo de US$ 20 por barril.
  • O investimento será aplicado nas três joint ventures da empresa no país: Petroindependencia, Petropiar e Petroboscan.
  • A produção atual da Chevron na Venezuela é de aproximadamente 290 mil barris por dia, destinados majoritariamente aos EUA.
  • O anúncio ocorre em um momento de reconfiguração do setor energético venezuelano após acordos diplomáticos recentes.
  • A Chevron mantém presença histórica no país, operando na região desde 1923.

A Chevron Corporation anunciou um plano estratégico de investimento de mais de US$ 7 bilhões na Venezuela, a ser executado ao longo dos próximos cinco anos. Segundo comunicado oficial da companhia divulgado em 2 de setembro de 2026, o objetivo central é mais que dobrar a capacidade produtiva da empresa no país, elevando o volume atual de cerca de 290 mil barris por dia para aproximadamente 600 mil barris diários até 2031. A expansão será sustentada por condições fiscais, comerciais e legais aprimoradas, que conferem maior segurança jurídica para o aporte de capital de longo prazo.

Para viabilizar o aumento da extração, a Chevron obteve direitos de exploração em áreas adicionais localizadas na Faixa do Orinoco, especificamente os campos Carabobo-1 e Carabobo-2-South-A. Essas novas concessões são adjacentes à joint venture Petroindependencia, na qual a petroleira detém 49% de participação. A estratégia da empresa foca na utilização da infraestrutura já existente, o que, segundo projeções internas, permitirá manter os custos operacionais abaixo de US$ 20 por barril, garantindo a competitividade do projeto frente a outros ativos globais da companhia.

O aporte financeiro será distribuído entre as três joint ventures que a Chevron mantém na Venezuela: Petroindependencia, Petropiar e Petroboscan. A iniciativa ocorre em um cenário de reconfiguração do setor energético venezuelano, marcado por recentes acordos diplomáticos entre Washington e Caracas que visam a recuperação da indústria petrolífera local. A Chevron, que opera no país desde 1923, consolida-se como a principal operadora estrangeira no território, desempenhando um papel central no escoamento da produção para o mercado americano.

A relevância deste investimento transcende o aspecto corporativo, inserindo-se em um contexto de busca por estabilidade no fornecimento global de energia. Ao ampliar sua capacidade produtiva em uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Chevron alinha seus objetivos operacionais às diretrizes de segurança energética dos Estados Unidos. O sucesso do plano, contudo, permanece atrelado à manutenção dos novos marcos regulatórios e à estabilidade do ambiente de negócios no país sul-americano, que tem passado por mudanças significativas em sua política interna e relações internacionais nos últimos meses.

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