Brasil negocia com EUA para reverter tarifas sobre exportações
Governo brasileiro contesta tarifas americanas e organiza missão empresarial a Washington para fortalecer o diálogo comercial entre os dois países.
Pontos principais
- Ministros brasileiros discutiram com o Representante de Comércio dos EUA a revisão de tarifas unilaterais impostas ao país.
- As taxas de 25% e 12,5% atingem setores estratégicos como madeireiro, químico, alimentos e celulose.
- Cerca de metade das exportações brasileiras para o mercado americano é impactada pelas medidas tarifárias atuais.
- A ABRIG lidera uma missão a Washington em outubro para promover cooperação e dialogar com comitês legislativos e institutos americanos.
O governo brasileiro iniciou uma ofensiva diplomática para contestar a legalidade de tarifas impostas pelos Estados Unidos, argumentando que as medidas unilaterais violam regras multilaterais de comércio. A disputa afeta setores fundamentais da economia nacional, incluindo as indústrias química, madeireira e de celulose, impactando aproximadamente 50% do volume total de exportações brasileiras para o mercado americano. Em paralelo à atuação oficial, entidades privadas como a ABRIG organizam uma missão a Washington para outubro, buscando estabelecer canais de diálogo com o Comitê de Ways and Means e outras organizações estratégicas. O objetivo é mitigar os efeitos das tarifas e fortalecer a cooperação bilateral em um momento de retomada das negociações entre os dois países sob a gestão do presidente Donald Trump.
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