Shein registra prejuízo de US$ 99 milhões antes de IPO em Hong Kong
Impactada pelo fim da isenção tarifária nos EUA, a varejista reportou prejuízo no primeiro trimestre de 2026 enquanto prepara sua abertura de capital.
Pontos principais
- A Shein registrou prejuízo líquido de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.
- O resultado reverte o lucro de US$ 395 milhões obtido no mesmo período do ano anterior.
- As vendas nos Estados Unidos caíram 14,3% devido ao fim da regra de minimis.
- A empresa busca um valuation entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões para seu IPO.
- O valor pretendido é inferior ao pico de US$ 100 bilhões atingido pela startup em 2022.
A Shein divulgou seu prospecto preliminar para a abertura de capital na Bolsa de Hong Kong, revelando um prejuízo líquido de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado marca uma reversão significativa em relação ao lucro de US$ 395 milhões reportado no mesmo período do ano anterior, evidenciando os desafios enfrentados pela varejista chinesa em um cenário de maior pressão regulatória e custos operacionais elevados. O principal fator para a queda no desempenho financeiro foi o fim da regra de minimis nos Estados Unidos, que impactou diretamente a competitividade da empresa no mercado americano, resultando em uma retração de 14,3% nas vendas locais, que somaram US$ 2,04 bilhões no período. Além das tarifas, a companhia enfrenta um ambiente de incertezas sobre seu valuation, que atualmente é estimado entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões. Este patamar representa uma redução expressiva em comparação ao pico de US$ 100 bilhões alcançado em 2022. A empresa agora tenta navegar por novas alíquotas de importação e mudanças regulatórias na Europa e nos EUA, fatores que são apontados como riscos centrais para a viabilidade do negócio e para o sucesso de sua oferta pública inicial.
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