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Governo reserva R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares em 2027

O projeto de orçamento federal para 2027 destina R$ 44,8 bilhões para emendas impositivas, um aumento de R$ 4 bilhões em relação ao ano anterior.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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31/08 às 18:02 · atualizado 21:32

Pontos principais

  • O montante de R$ 44,8 bilhões contempla emendas parlamentares individuais e de bancada.
  • O valor representa um acréscimo de R$ 4 bilhões comparado à previsão inicial do orçamento de 2026.
  • O projeto de lei orçamentária foi enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional.
  • Emendas de comissão possuem um limite adicional de R$ 12,9 bilhões, conforme acordo entre Poderes.
  • As chamadas emendas PIX permanecem no texto sob novas exigências de transparência e prestação de contas ao TCU.
  • O valor final das emendas pode sofrer alterações durante a tramitação legislativa.
  • O tema das emendas parlamentares é objeto de disputa judicial no STF, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

O governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, reservando R$ 44,8 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares individuais e de bancada. O montante proposto supera em R$ 4 bilhões a previsão inicial feita para o orçamento de 2026, refletindo a continuidade da relevância política desses recursos na articulação entre o Executivo e o Legislativo. Embora o valor seja fixo na proposta inicial, o histórico legislativo indica que o montante final pode ser elevado pelo Congresso durante a tramitação da matéria.

A proposta orçamentária exclui as emendas de comissão, cuja viabilização financeira foi delegada ao Legislativo, que deverá buscar espaço fiscal para cobri-las. O tema das emendas parlamentares, especialmente as modalidades de transferência direta, segue sob escrutínio do Supremo Tribunal Federal (STF), com o ministro Flávio Dino conduzindo discussões sobre a necessidade de maior transparência e rastreabilidade dos recursos. A manutenção desses valores no orçamento impacta diretamente a margem disponível para outras despesas discricionárias, como investimentos em infraestrutura, saúde e bolsas de pesquisa.

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