Famílias antecipam sucessão patrimonial diante de alta em impostos
O receio de aumento na tributação sobre heranças a partir de 2027 impulsiona o planejamento sucessório, mas especialistas alertam para riscos.
Pontos principais
- A expectativa de aumento na carga tributária sobre heranças e doações a partir de 2027 motiva a antecipação de transferências de bens.
- O caso das Lojas Marabraz, em recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões, ilustra conflitos sucessórios e bloqueios judiciais de bens.
- Especialistas recomendam cautela, apontando que a antecipação pode comprometer a liquidez do doador e gerar riscos em casos de divórcios ou crises.
- Instrumentos como holdings familiares, seguros e doação com reserva de usufruto são alternativas comuns, mas não eliminam riscos financeiros.
A proximidade de mudanças na tributação sobre heranças e doações, previstas para 2027, tem levado diversas famílias a buscar estratégias de antecipação patrimonial. O movimento visa mitigar o impacto de possíveis aumentos fiscais, utilizando ferramentas como holdings familiares, seguros de vida e doações com reserva de usufruto. No entanto, a complexidade desse planejamento é evidenciada por casos como o das Lojas Marabraz, que enfrenta uma disputa sucessória em meio a um processo de recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões, resultando no bloqueio de bens pela Justiça de São Paulo. Consultores financeiros alertam que a decisão de antecipar a sucessão não deve ser guiada apenas pela economia tributária. É fundamental considerar riscos como a perda de liquidez para a subsistência do doador e a instabilidade familiar, fatores que podem comprometer a eficácia das estruturas sucessórias em momentos de crise financeira.
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