Justiça do Equador condena ex-presidente Lenín Moreno a 5 anos de prisão
O ex-presidente foi sentenciado por receber subornos da empresa chinesa Sinohydro durante seu mandato como vice-presidente em 2010.
Pontos principais
- Lenín Moreno recebeu uma sentença de cinco anos de prisão por crimes de corrupção.
- A condenação refere-se a subornos pagos pela empresa chinesa Sinohydro na construção da hidrelétrica Coca Codo Sinclair.
- A Procuradoria equatoriana aponta que a família de Moreno recebeu cerca de US$ 1 milhão em propinas.
- A esposa e outros familiares do ex-presidente foram condenados a quase três anos por cumplicidade.
- Moreno nega as acusações e anunciou que pretende recorrer da decisão judicial.
Um tribunal do Equador condenou, por unanimidade, o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão por envolvimento em um esquema de corrupção. A sentença está ligada ao recebimento de subornos da empresa chinesa Sinohydro Corp. Ltd. durante o período em que Moreno ocupava o cargo de vice-presidente, em 2010. Segundo as investigações da Procuradoria-Geral, o esquema teria movimentado cerca de US$ 76 milhões em propinas para favorecer a construção da hidrelétrica Coca Codo Sinclair, sendo que aproximadamente US$ 1 milhão teria sido destinado à família do ex-mandatário. Além de Moreno, sua esposa e outros familiares foram sentenciados a quase três anos de prisão por cumplicidade no caso. O ex-presidente negou qualquer irregularidade e afirmou que irá recorrer da decisão judicial, mantendo sua posição de inocência diante das acusações apresentadas pela Justiça equatoriana.
