O governo da Colômbia acusou formalmente o Equador de interferência deliberada em suas eleições gerais após o presidente Daniel Noboa anunciar a suspensão de tarifas de segurança sobre produtos colombianos. A medida, que entraria em vigor em 1º de junho, foi comunicada após um diálogo entre Noboa e o candidato conservador Abelardo de la Espriella, sendo interpretada por Bogotá como um apoio político indevido. As tarifas haviam sido implementadas em janeiro devido a preocupações com a criminalidade transfronteiriça. O governo colombiano rejeitou a iniciativa, alegando que a vinculação da política comercial a um candidato específico da oposição fere a soberania e as normas diplomáticas entre os dois países. O impasse diplomático intensifica a polarização na disputa eleitoral colombiana, onde De la Espriella defende políticas de segurança alinhadas a modelos de linha-dura.
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