Indígenas protestam por participação efetiva na COP17
Representantes indígenas exigem voz ativa nas negociações da COP da Desertificação e criticam a exclusão de temas sociais da agenda oficial.
Pontos principais
- Manifestantes classificaram o espaço de participação atual na conferência como meramente simbólico.
- Grupos exigiram a reinclusão de pautas sobre gênero e direitos territoriais, retiradas da agenda a pedido dos Estados Unidos.
- A Declaração de Ulaanbaatar foi publicada, destacando o papel essencial de povos tradicionais na conservação da biodiversidade.
- O documento reivindica acesso direto a financiamento para adaptação climática e proteção de territórios.
Representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais realizaram protestos durante a COP17, em Ulaanbaatar, para exigir uma participação mais efetiva nas negociações oficiais da conferência sobre desertificação. Os manifestantes criticaram a estrutura atual de diálogo, classificando-a como simbólica, e denunciaram a exclusão de temas cruciais como gênero e direitos territoriais da agenda oficial, medida que teria sido adotada após pressão dos Estados Unidos. Em resposta, o grupo publicou a Declaração de Ulaanbaatar, que reafirma a importância dos povos pastoris e indígenas na segurança alimentar e na preservação da biodiversidade global. O documento reforça a necessidade de garantir direitos territoriais, proteger corredores de circulação e assegurar acesso direto a financiamentos voltados para a adaptação climática, elementos considerados fundamentais para a eficácia das políticas ambientais discutidas no evento.
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