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Brasil cria 58,5 mil vagas formais em julho, queda de 56% ante 2025

O mercado de trabalho formal do Brasil abriu 58.568 vagas com carteira assinada em julho de 2026, segundo o Novo Caged, desempenho abaixo das expectativas e 56,3% menor que no mesmo mês de 2025.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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28/08 às 14:33, atualizado 17:32

Pontos principais

  • O Caged registrou 58.568 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2026, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos.
  • O resultado ficou significativamente abaixo da projeção de mercado, que estimava cerca de 115 mil vagas.
  • A criação de empregos recuou 56,3% na comparação com julho de 2025.
  • Por setor, serviços lideraram o saldo de julho com 24.098 vagas, seguidos de construção (12.691), agropecuária (12.523) e indústria (11.315); o comércio foi o único setor negativo, com perda de 2.056 postos.
  • No acumulado de janeiro a julho, o país gerou 972,2 mil vagas, uma redução de 21% frente ao mesmo período de 2025; no ano, o comércio também é o único setor com saldo negativo, com perda de 7.896 postos.
  • Nos últimos 12 meses (agosto de 2025 a julho de 2026), o saldo positivo do emprego formal soma 880.717 vagas, alta de 1,87%.
  • O estoque total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil atingiu 48,08 milhões ao final do mês.
  • 22 das 27 unidades da federação tiveram saldo positivo em julho; São Paulo liderou, com 17.814 vagas no mês e 267.107 no acumulado do ano.
  • O emprego típico (com carteira assinada, sem intermitência) respondeu por 95,1% do saldo de julho.
  • O salário médio de admissão foi de R$ 2.419,23 em julho, alta de 0,6% no mês e de 2,04% em 12 meses.
  • A taxa de desemprego oficial, medida pelo IBGE, manteve-se em 5,3% no trimestre encerrado em julho.

O Brasil registrou a abertura de 58.568 vagas formais de trabalho em julho de 2026, segundo o Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O desempenho representa uma queda de 56,3% em relação ao mesmo mês de 2025 e ficou abaixo da projeção de mercado, que estimava a criação de cerca de 115 mil postos. O saldo resultou de 2.262.888 admissões contra 2.204.320 desligamentos, e o emprego típico respondeu por 95,1% do resultado do mês.

Dos cinco grandes setores, apenas o comércio fechou vagas em julho, com perda de 2.056 postos, movimento que se repete no acumulado do ano, quando o setor também é o único com saldo negativo. Os demais grupamentos ampliaram o quadro de empregados, liderados pelos serviços.

O saldo positivo se espalhou por 22 das 27 unidades da federação, com São Paulo à frente tanto no mês, com 17.814 vagas, quanto no acumulado do ano, com 267.107. O salário médio de admissão chegou a R$ 2.419,23 em julho, alta de 0,6% ante junho e de 2,04% em 12 meses.

Especialistas apontam que o resultado reflete uma postura de maior cautela por parte das empresas diante da estabilização da demanda. A desaceleração na geração de empregos tem levado o mercado a revisar para baixo as projeções de crescimento do PIB para o segundo semestre e reforçado as apostas por cortes na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

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