ASA, de Alberto Safra, enfrenta ações trabalhistas por bônus
A instituição financeira de Alberto Safra é alvo de processos judiciais de ex-executivos que reivindicam o pagamento de bônus de contratação.
Pontos principais
- A ASA SCFI registrou R$ 37,9 milhões em despesas antecipadas de bônus de contratação no balanço de 2025.
- O montante equivale a 15,2% do patrimônio líquido da instituição ao final do ano passado.
- Ex-executivos cobram judicialmente parcelas prometidas em cartas de oferta que não foram quitadas.
- A disputa judicial gira em torno da natureza salarial dos bônus e seus reflexos em encargos como FGTS, férias e 13º salário.
- O grupo ASA contesta as ações, argumentando que parte das verbas discutidas não possui natureza salarial.
A ASA Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo herdeiro Alberto Safra, enfrenta uma série de ações trabalhistas movidas por ex-executivos. O centro da disputa reside em R$ 37,9 milhões contabilizados como despesas antecipadas de bônus de contratação no balanço de 2025, valor que representa 15,2% do patrimônio líquido da instituição. Os autores das ações alegam que as parcelas prometidas em cartas de contratação não foram integralmente pagas e buscam o reconhecimento da natureza salarial desses valores para fins de cálculo de FGTS, férias e 13º salário.
Em sua defesa, a ASA contesta as alegações, sustentando que as verbas em questão não possuem natureza salarial. O caso ganha relevância pelo impacto financeiro direto no balanço da empresa e pela discussão jurídica sobre a interpretação de contratos de incentivo de alto nível no setor financeiro brasileiro.
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